Cartilha Anti-Opressões

A SAdEM é expressamente contra todas as formas de preconceito e opressões. Para uma boa convivência precisamos aprender a respeitar as diferenças e não nos calarmos mediante situações de desrespeito. Assim enxergamos a necessidade de conscientização sobre as questões do machismo, racismo, LGBTfobia e xenofobia, principalmente dentro do ambiente universitário, já que percebemos que mesmo nesse ambiente – que é supostamente dominado pela elite intelectual desse país – ainda persistem casos de preconceitos e opressões que geram inúmeras vítimas. Dessa forma, a liga dos Superpatos apresenta para vocês, bixetes/bixões, esta cartilha para se informarem à respeito de comportamentos que não são aceitos e também para se inteirarem sobre as maneiras de se defender contra eles.

“Não sou machista, mas…”

Segundo o Anuário Estatístico da USP, apenas 25% dos alunos da EESC são mulheres. Esse dado revela a importância da união das mulheres para a luta contra atitudes que as desrespeitem em um ambiente predominado por homens, assim como uma mudança na postura desses, que devem desconstruir o machismo. Bixetes e bixos:

  • Não significa não. Ninguém deve ser obrigada a fazer algo que não queira, respeitem os limites e espaços dos outros.
  • Num relacionamento, em qualquer de suas fases, deve predominar o diálogo e compreensão do parceiro(a). A violência nunca é a opção certa mesmo em brigas e casos de traição. Dados Secretaria de Política para Mulheres indicam que Em 70% dos casos, a mulher é agredida pelo companheiro ou cônjuge. Está na hora de mudar isso!
  • Crescemos numa sociedade ainda predominantemente machista. Muitos conceitos que temos sobre que posição um homem ou uma mulher devem assumir em determinadas situações são absorvidos por nós sem a devida reflexão. Será que você bixete realmente não pode se vestir como se sentir bem, porque lhe ensinaram que nem toda roupa é “certa”? E você bixão, acha que “fiu-fiu” é realmente bem-vindo?

Moças, reajam:

  • Em caso de violência, disque 180! O serviço é confidencial, gratuito, funciona sete dias por semana e durante 24 horas por dia.
  • Conteúdos na internet ofensivos, de todos os tipos, podem ser denunciados por meio do link: new.safernet.org.br/denuncie

“Não sou racista, mas…”

O Anuário Estatístico da USP 2015 mostra que no vestibular desse ano, 2,84% dos matriculados são pretos, 13,4% pardos e 0,22% indígenas. Além de refletir a realidade nacional da discrepante acessibilidade a educação de alto nível entre as etnias esse dado nos alerta para a busca de mudança dessa proporção que torna minoria nesse campus a variedade étnica nacional. Assim, bixões e bixetes, atentem-se para as seguintes situações:

  • Piadas de mau gosto ou apelidos. Exigem muita cautela! Se alguém se sentir ofendido com tal, peça desculpas e evite repetir isso.
  • Atos racistas que excluam a participação ou entrada de alguém por sua etnia em algum evento ou estabelecimento.
  • Ofensa a honra de alguém valendo-se de elementos referentes à raça, cor ou etnia.

“E o que fazer diante disso?”

  • Você pode denunciar pelo SOS Racismo, do próprio estado de SP: 0800-77-33-886, ou pelo Disque 156 opção 7 para denúncia de racismo ou injúria racial.
  • No caso de atos de racismo ocorridos em sites de internet ou redes sociais, é possível comunicar as autoridades diretamente pela rede pelos endereços denuncia.pf.gov.br, new.safernet.org.br/denuncie, cidadao.mpf.mp.br

“Não sou LGBTfóbico, mas…”

O CAASO é um ambiente livre para toda identidade de gênero e opções sexuais! Não toleramos a homofobia, lesbofobia, bifobia, transfobia e qualquer outra forma de opressão a diversidade sexual. Se você presenciar ou sofrer:

  • Ofensas verbais e/ou morais ao comportamento pessoal por não ser hétero.
  • Desprezo e/ou agressão física motivada por homofobia, transfobia…
  • Tratamento diferenciado, em geral, à quem não segue o padrão heteronormativo degradando-o por isso.

Você deve:

  • Discar 100 para denunciar.
  • Buscar ajuda com alguém de confiança: pessoas da SAdEM, CAASO, parentes ou amigos. O telefone do representante da SAdEM está no final do manual.

“Não tenho preconceito com pessoas de outras regiões, mas…”

Pelo Anuário Estatístico da USP, cerca de 14% dos ingressante em exatas da USP vêm de fora do estado de São Paulo. No campus de São Carlos é marcante a presença de pessoas das outras regiões fora do sudeste. Essa minoria nos campus vem crescendo e merece todo respeito que qualquer um gostaria, algumas piadinhas podem parecer inofensivas, mas são carregadas de preconceitos. Não são aceitas atitudes como:

  • Ofensas disfarçadas de piadas e/ou comentários, propagando preconceitos sobre todo e qualquer grupo do país. Além disso, o mesmo vale para estrangeiros.
  • Tratamento diferenciado à pessoas de outras regiões o qual as desfavoreça.

Caso se depare com tais atitudes:

A Liga dos Superpatos da MK espera que com todas essas dicas bixos e veteranos ajudem cada vez mais a construir uma universidade livre de opressões, feita por todos e todas e receptiva a todos e todas. Beijos do Social, lindos e lindas.

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